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Pilates para Iniciantes

Double Leg Kick no Pilates: passo a passo, respiração e adaptações seguras

Por Ro PIlates 27/08/2026

Você quer aprender o Double Leg Kick, mas não sabe se deve começar pelo movimento completo ou por uma adaptação? A resposta prática é: ele é um exercício de nível intermediário, feito deitado de barriga para baixo, que combina flexão dos joelhos, extensão das pernas e uma leve extensão da coluna. O objetivo não é chutar com força. É organizar o corpo, respirar e manter a pelve estável enquanto as pernas e a parte alta das costas trabalham. Neste guia, você verá como preparar a posição, executar a sequência, reconhecer erros e escolher uma versão mais adequada ao seu nível.

Pessoa em apoio de quatro pontos durante exercício de Pilates no solo, em imagem ilustrativa.
Imagem ilustrativa de uma prática de Pilates no solo. A foto não demonstra o Double Leg Kick.

Para quem o Double Leg Kick serve

O movimento costuma ser usado para trabalhar a cadeia posterior, especialmente isquiotibiais, glúteos e músculos extensores das costas. Também exige participação do centro de força, não como uma ordem para “prender a barriga”, mas como uma coordenação entre respiração, suporte abdominal e estabilidade da pelve. Quando o centro organiza o tronco, as pernas podem se mover sem transformar cada repetição em um balanço do corpo inteiro.

Ele também oferece uma experiência de extensão da coluna. Isso significa que o peito pode avançar e subir discretamente, enquanto o pescoço continua longo. Essa extensão não deve ser confundida com arquear a lombar ao máximo. No Pilates, controle e precisão importam mais que amplitude. Uma elevação pequena, feita sem dor e com boa respiração, é mais útil do que tentar copiar a altura de outra pessoa.

O Double Leg Kick não é a primeira escolha para quem ainda não controla bem movimentos simples em decúbito ventral. Antes dele, pode fazer sentido aprender a manter a pelve pesada no solo, respirar sem tensionar o pescoço e realizar uma flexão alternada dos joelhos com pouca amplitude. Um instrutor pode avaliar se o aluno já consegue sustentar esses princípios. O exercício de Pilates para dor lombar crônica, por exemplo, mostra por que a escolha do movimento precisa considerar sintomas, controle e contexto, não apenas o nome do exercício.

Passo a passo da posição inicial

1. Prepare o apoio. Deite-se de barriga para baixo sobre um colchonete firme. Estenda as pernas e mantenha-as próximas, sem apertar os joelhos com força. Coloque a testa ou uma das faces do rosto no colchonete, conforme for mais confortável para o pescoço.

2. Organize os braços. Leve as mãos para trás e entrelace os dedos, se os ombros permitirem. Deixe as mãos repousarem perto do sacro ou um pouco acima. Não puxe os braços para aumentar a extensão. Se entrelaçar as mãos causar desconforto, mantenha os braços ao lado do corpo ou escolha outra preparação com orientação.

3. Encontre o centro. Imagine o púbis apontando para o colchonete e o abdômen afastando-se suavemente do chão. Isso não significa achatar a lombar à força. Significa evitar que o peso desabe na frente do quadril. Alongue as pernas para trás antes de pensar em levantá-las.

4. Confira os ombros. Afaste os ombros das orelhas e deixe as escápulas estáveis. O pescoço continua como prolongamento da coluna. Se você já sente tensão na nuca parado, reduza a ambição da posição antes de iniciar.

Como executar, respirar e controlar

1. Inspire para se preparar. Sinta as costelas se abrirem sem elevar os ombros. Mantenha a atenção no comprimento da coluna e no contato da pelve com o colchonete.

2. Expire e faça três pulsos pequenos. Dobre os dois joelhos e leve os calcanhares na direção dos glúteos em três movimentos curtos e controlados. O gesto nasce na dobra dos joelhos. Não balance o quadril, não bata os pés e não tente encostar os calcanhares no corpo.

3. Inspire ao alongar. Estenda as pernas para trás e, ao mesmo tempo, leve o peito suavemente para a frente. Se houver preparo, retire uma pequena parte do tronco do colchonete e deixe os braços alcançarem para trás. A ideia é criar comprimento, não fazer uma grande “cobra”.

4. Desça e troque o lado do rosto. Retorne o peito com controle, volte a apoiar a face oposta e repita. Duas repetições completas, com qualidade, podem ser suficientes no começo. A quantidade deve acompanhar sua capacidade de sustentar a técnica, e não uma meta fixa.

Durante a sequência, use a respiração como metrônomo. A expiração acompanha os pulsos; a inspiração acompanha o alongamento e a abertura do peito. Se o ar fica preso, a execução está provavelmente intensa demais. Faça menos amplitude, diminua o número de repetições ou descanse.

Erros comuns e como ajustar

Elevar o quadril. Quando os calcanhares se aproximam, é comum a pelve sair do colchonete e o corpo balançar para a frente e para trás. Reduza o alcance do chute e imagine os ossos da bacia pesando para baixo.

Forçar a lombar. Subir muito o peito não torna o movimento melhor. Cresça para a frente antes de subir. Se a lombar comprime ou dói, interrompa a versão completa e procure orientação para escolher uma preparação.

Encolher o pescoço. Olhar para a frente e levantar o queixo aumenta a demanda na cervical. Mantenha o olhar voltado para o colchonete. Uma toalha dobrada sob a testa pode ajudar em alguns casos, desde que não altere o alinhamento nem cause desconforto.

Transformar o pulso em impulso. Três chutes grandes e rápidos perdem o propósito do exercício. O pulso deve ser pequeno, silencioso e guiado pela expiração. Pense em aproximar os calcanhares, não em lançar os pés.

Prender a respiração. O centro de força trabalha melhor quando há coordenação, não rigidez. Se você precisa travar o abdômen ou apertar os glúteos ao máximo para permanecer na posição, regresse para uma variação mais simples.

Adaptações, contraindicações e segurança

Para iniciantes, comece apenas com a posição deitada, a respiração e uma flexão alternada dos joelhos. Outra opção é apoiar a testa e manter as mãos ao lado do corpo, sem fazer a extensão do tronco. Quem tem pouca mobilidade nos ombros pode não entrelaçar as mãos. Quem sente desconforto nos joelhos pode diminuir a flexão e evitar o contato agressivo entre calcanhar e glúteo.

O movimento completo exige extensão da coluna e permanência de barriga para baixo. Por isso, não é uma escolha automática para toda pessoa. Gestantes, pessoas no pós-operatório, com lesão na coluna, dor no ombro ou joelho, hérnia sintomática, osteoporose, doença crônica descompensada ou sintomas neurológicos devem conversar com o profissional que acompanha o caso antes de tentar. A adaptação depende do diagnóstico, da fase de recuperação e da resposta individual.

Quando procurar orientação médica antes de praticar: se a dor começou após queda ou trauma, piora rapidamente, vem acompanhada de febre ou mal-estar, ou se há formigamento, perda de sensibilidade ou fraqueza nas pernas. Alterações para urinar ou evacuar e perda de sensibilidade na região íntima são sinais de urgência. Durante o exercício, pare se aparecer dor aguda, tontura, falta de ar fora do esperado ou piora clara dos sintomas. O NHS também orienta interromper exercícios se a dor nas costas piorar e buscar avaliação quando há sinais de alerta.

O Double Leg Kick pode complementar uma aula, mas não substitui diagnóstico, tratamento ou avaliação funcional. Mesmo sem dor, aprender com um instrutor certificado é a forma mais segura de entender a posição da pelve, a dose de extensão e a progressão adequada. Uma gravação pode mostrar o formato, mas não corrige automaticamente compensações do seu corpo.

Perguntas frequentes

O Double Leg Kick é para iniciantes?

O movimento completo costuma ser intermediário. Iniciantes podem aprender a respiração, a estabilidade da pelve e uma versão sem extensão do tronco antes de avançar.

Quantas repetições devo fazer?

Comece com poucas repetições de boa qualidade, como duas sequências completas, e descanse. Aumente somente se conseguir respirar e manter a pelve estável sem dor.

É normal sentir a lombar no exercício?

É possível perceber trabalho muscular nas costas, mas dor, compressão ou piora dos sintomas não devem ser ignoradas. Reduza a amplitude e busque avaliação se o desconforto persistir.

Posso fazer o exercício se tenho uma lesão?

Não decida apenas pelo nome da lesão. Converse com médico ou fisioterapeuta e peça ao instrutor uma adaptação baseada na fase de recuperação e nos movimentos tolerados.


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